Dívida
do setor público cai ao menor nível em setembro, mas deve voltar a subir em
outubro
A dívida líquida do setor público ficou em R$
1,481 trilhão e correspondeu a 37,2% de tudo o que o país produziu – Produto
Interno Bruto (PIB) – em setembro. Esse foi o menor patamar da série histórica
do Banco Central (BC), iniciada em 2001. A expectativa, entretanto, é que a
dívida volte a subir este mês, ficando em 38,2%. Para o final de 2011, a
previsão do BC é que a dívida líquida em relação ao PIB fique em 38,5%.
As
alterações desse indicador do setor público ocorrem por conta das oscilações do
dólar. Quando a cotação da moeda norte-americana sobe, a dívida cai. Isso
acontece porque no cálculo da dívida pública estão incluídos os ativos em
dólar, que são as reservas internacionais.
O
chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, destacou que, em outros
momentos de incerteza no cenário externo, havia piora nos indicadores fiscais,
com aumento da dívida líquida. Agora, o país tem melhores indicadores econômicos,
como as reservas internacionais em patamar elevado (US$ 352,658 bilhões –
posição do último dia 27). “Isso contribui para que não tivéssemos tido naquele
momento crítico [mês passado] um componente adicional em termos de impacto
negativo na economia”, argumentou Maciel.
Segundo
ele, para cada 1% de variação no câmbio, há um impacto, em sentido contrário,
na dívida líquida em relação ao PIB de 0,15 ponto percentual. Ou seja, se o
dólar subir 1%, a dívida cai 0,15 ponto percentual.
Outros
fatores também influenciam esse resultado. Se a taxa Selic cair 1 ponto
percentual e essa queda for mantida por 12 meses, a estimativa é de que haja
uma redução de 0,29 ponto percentul na dívida em relação ao PIB - o que
corresponderia, em valores, a R$ 11 bilhões. Os mesmos parâmetros valem em caso
de aumento da Selic. No caso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), que também corrige a dívida pública, uma variação de 1 ponto percentual
mantida por 12 meses leva à alteração, no mesmo sentido, de 0,10 ponto
percentual na dívida em relação ao PIB.
O BC
também informou hoje que a dívida bruta deve fechar outubro em 55,4% do PIB. Em
setembro, a dívida bruta do governo (Tesouro, Previdência, governos estaduais e
municipais) chegou a R$ 2,226 trilhões, o que corresponde a 55,9% do PIB, com
redução de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Kelly
Oliveira
Repórter
da Agência Brasil
Edição:
Lílian Beraldo
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