FGV:
confiança da indústria cai pelo 10º mês consecutivo
O
Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,4%
entre setembro e outubro de 2011, ao passar de 101,1 para 100,7 pontos. Com a
décima queda consecutiva, o índice atinge o menor nível desde agosto de 2009
(100,2), ficando abaixo da média de 103,9 pontos desde 2003.
A
diminuição do ICI em outubro foi determinada pela piora das avaliações em
relação ao momento presente: o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,9%, para
102,0 pontos, o menor desde agosto de 2009 (101,4).
Já o
Índice de Expectativa (IE), avançou ligeiramente (0,2%), ao passar para 99,4
pontos, mantendo-se, contudo, abaixo da linha divisória entre expectativas
favoráveis e desfavoráveis.
Os
resultados mostram que a atividade industrial continua na fase de desaceleração
iniciada no segundo trimestre deste ano. Dos três quesitos integrantes do ISA,
a maior queda ocorreu no que mede a satisfação atual dos negócios: a proporção
de empresas que consideram a situação dos negócios como boa diminuiu de 20,5%
para 19,0%, enquanto a parcela das que a avaliam como fraca manteve-se em 9,5%.
As
perspectivas para a produção nos três meses seguintes continuam modestas, mas o
indicador de 124,1 pontos supera ligeiramente os dos três meses anteriores. Das
1.243 empresas consultadas, 34,2% preveem aumentar a produção nos três meses
seguintes (contra 34,9% em agosto), enquanto 10,1% pretendem reduzi-la (contra
11,9%).
O
Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) passou de 83,6% para 83,5%
entre setembro e outubro, o menor nível desde novembro de 2009 (82,9%). O NUCI
está agora 1,7 ponto percentual (p.p.) abaixo de outubro do ano passado e muito
próximo à média de 83,3% desde 2003.
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