EDF
aumenta pressão para adquirir controle da Edison
PARIS/MILÃO
(Reuters)- A francesa EDF intensificou a pressão sobre os acionistas da
italiana Edison para que aceitem os termos de uma nova proposta que daria ao
grupo francês o controle da empresa italiana de gás e energia.
A
EDF se comprometeu a comprar as ações dos acionistas italianos da Edison em
três anos, por um preço que não foi divulgado, em um negócio que envolveria
também troca de ativos na área de energias renováveis.
A
EDF, que controla a Edison juntamente com um grupo de investidores liderados
pela companhia regional A2A e pela Iren, informou também que pedirá à agência
reguladora de mercado para ficar isenta de fazer a proposta obrigatória pelas
participações minoritárias na Edison, como parte da oferta.
A
A2A, imediatamente, rejeitou o plano apresentado pela EDF.
"É
totalmente inaceitável", disse Graziano Tarantini, presidente do Conselho
de Supervisão do A2A.
A
EDF e os investidores italianos na Edison têm até 31 de outubro para chegar a
um acordo sobre uma nova estrutura acionária.
Depois
dessa data, a Edison poderia ser dividida com a realização subsequente de uma
oferta competitiva pelos ativos da companhia, a menos que as partes concordem
em estender as negociações por uma terceira vez.
De
acordo com a nova proposta, a EDF compraria ações dos acionistas da Edison a um
preço "baseado no múltiplo do Ebitda de um amostra de empresas listadas
comparáveis".
A
EDF ainda ofereceu à A2A e à Iren a opção de comprar a usina hidrelétrica em
Mese, por um preço justo, em três anos.
"Estou
confiante de que chegaremos a um acordo acerca dessa proposta", disse o
diretor de Finanças da EDF, Thomas Piquemal, ao acrescentar que a EDF só
aceitará estender as negociações após 31 de outubro se tiver certeza de que um
acordo pode ser fechado.
(Por
Marie Maitre)
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