Entrada
de capital externo é a maior desde 1947
O
ingresso de investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira somou US$
50,4 bilhões no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o maior valor da
série histórica do Banco Central, que teve início em 1947.
Até
então, o maior ingresso de investimentos no Brasil havia sido registrado em
todo ano de 2010 - quando foram contabilizados US$ 48,4 bilhões em
investimentos de não residentes.
De
acordo com a autoridade monetária, o resultado registrado entre janeiro e
setembro deste ano representa uma alta de 123% frente ao mesmo período do ano
passado, quando totalizou US$ 22,55 bilhões.
A
obtenção do recorde para os investimentos estrangeiros diretos neste ano já era
esperada pelo Banco Central, que prevê o ingresso de US$ 60 bilhões em
investimentos no país em todo este ano.
Crescimento,
eventos esportivos e pré-sal
De
acordo com economistas, o aporte de investimentos na economia brasileira está
relacionado, principalmente, com o crescimento da economia brasileira, além das
obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.
"O
ingresso de investimentos se deve à perspectiva de crescimento sustentado da
economia brasileira. Esperamos que estes fluxos continuem entrando no Brasil.
Também estão relacionados com eventos esportivos e com a exploração do
pré-sal", avaliou Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco
Central.
Déficit
das contas externas
Os
dados do Banco Central mostram que o déficit em transações correntes, um dos
principais indicadores das contas externas, está estável neste ano. Segundo a
autoridade monetária, o resultado negativo da conta corrente somou US$ 35,98
bilhões de janeiro a setembro de 2011 - praticamente o mesmo valor de igual
período do ano passado (US$ 35,36 bilhões). Para todo este ano, a estimativa do
BC é de um déficit das contas externas de US$ 54 bilhões.
As
contas externas são compostas pela balança comercial, pela conta de serviços
(viagens internacionais, seguros, pagamento de 'royalties' e licenças e aluguel
de equipamentos, entre outros) e pelas rendas (juros, lucros e dividendos).
Nos
nove primeiros meses deste ano, a balança comercial registrou um superávit
(exportações maiores do que importações) de US$ 23 bilhões. Entretanto, este
saldo positivo foi compensados pelos déficits de US$ 27,8 bilhões da conta de
serviços e de US$ 33,3 bilhões da conta de rendas.
Ásia
fecha em alta
Os
mercados acionários asiáticos fecharam esta terça-feira em alta: o índice MSCI
das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,67%; em Hong
Kong, 1,05%; em Taiwan, 0,28; e em Cingapura, 0,33%.
Na
contramão, somente as bolsas do Japão, onde o índice Nikkei 225 de Tóquio
apontou queda de -0,92%; e o Kospi (de Seul) na Coréia do Sul, baixa de -0,51%.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
obrigado por sua participação retornarei em breve