Ibovespa
segue mercados externos e inicia pregão no campo negativo
O Ibovespa inicia o pregão desta terça-feira
(25) devolvendo parte dos ganhos da véspera, quando o índice registrou alta de
2,96%. Nesta manhã, o benchmark da bolsa paulista revela queda de 0,78%, aos
56.447 pontos, enquanto os investidores nos mercados internacionais - que
acumulam perdas - também permanecem cautelosos diante da reunião dos chefes de
Estado na Europa na quarta-feira.
Enquanto
o cenário externo não se torna mais claro, com expectativas pelo anúncio de
algum plano para ampliar o fundo de resgate europeu, a recapitalização dos
bancos e uma trajetória mais sustentável para a economia grega, os investidores
também avaliam alguns dados no front interno.
Por
aqui, a economia brasileira se desacelerou 0,1% na passagem de julho a agosto,
conforme divulgado pela Serasa Experian nesta manhã, inferior ao 0,3% do mês
anterior. Além disso, o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) marcou alta
de 0,34% nos preços na terceira quadrissemana de outubro, valor superior aos
0,27% da semana anterior. Para o restante da sessão é esperada a nota do setor
externo, publicada pelo Banco Central.
Ações
Os
papéis que registram as maiores perdas do Ibovespa nesta manhã são os
ordinários da JBS (JBSS3, R$ 4,68, -2,09%), da Marfrig (MRFG3, R$ 7,86,
-1,75%), da Gafisa (GFSA3, R$ 6,20, -1,59%), units do Santander Brasil (SANB11,
R$ 15,19, -1,56%) e da Hypermarcas (HYPE3, R$ 9,45, -1,46%).
Análises
Segundo
a equipe do Bradesco, as principais bolsas mundiais registram perdas nesta
manhã decorrentes das correções técnicas em suas cotações. "Com isso,
esperamos que a forte alta verificada na segunda-feira se reverta e a bolsa de
valores brasileria tenha ligeiro recuo", escreve em comentário diário.
Já o
analista gráfico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila, diz que, após
atingir a resistência do canal de baixa em torno de 57 mil pontos, a pressão de
compra será renovada ao superar esse patamar. "Algum sinal de baixa,
voltando a fechar abaixo do suporte 55.100 pontos", complementa.
Indicadores
e resultados nos EUA
No
cenário externo os mercados não apresentam uma tendência definida, com os
principais índices acionários da Europa em direções opostas e os contratos
futuros sobre índices de ações nos EUA em queda. Por lá, o destaque fica por
conta da confiança do consumidor nos EUA, bem como o preço dos imóveis medido
pelo S&P/Case-Shiller, o qual se retraiu em 3,8% em agosto, queda superior
aos 3,5% negativos projetado.
Por
lá também chama atenção a intensificação da temporada de resultados, com
números de grandes corporações, como a Xerox, Amazon, Delta Airlines, entre
outras. Nesta manhã a 3M frustrou as expectativas ao reportar um lucro líquido
1,6% inferior ao do trimestre anterior e cortar as projeções para o restante do
ano.
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