BC:
cenário é favorável para cumprir meta de superávit
O
chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Túlio Maciel,
afirmou hoje que o superávit primário (economia do governo para o pagamento dos
juros da dívida pública) do setor público consolidado em outubro, de R$ 13,959
bilhões, é o segundo melhor resultado para o mês, atrás apenas de outubro de
2008, quando somou R$ 17,866 bilhões. Ele destacou ainda o fato de o setor
público vir registrando um superávit crescente há três meses consecutivos.
Maciel
avaliou que o desempenho das contas públicas este ano tem sido
"extremamente positivo", já tendo sido cumprida 93% da meta de
superávit primário para 2011. "Portanto, é um cenário muito favorável para
o cumprimento da meta", disse o chefe do Depec, em entrevista. Ele, no
entanto, evitou comentar a possibilidade de a meta de R$ 127,9 bilhões ser
superada. "A questão de superar ou não a meta não está sendo uma
preocupação nesse momento, mas sim atingir a meta no centro principal. O ponto
é que vamos cumprir a meta cheia este ano", afirmou.
Ele
ainda acrescentou que o bom resultado primário deste ano é importante para
ajudar o Brasil a enfrentar a crise mundial. Ele lembrou que 2010 foi um ano
"restrito e difícil em termos fiscais". "A evolução ao longo do
ano mostrou o comprometimento do governo com a área fiscal, que se encontra
numa situação positiva e nos dá instrumentos para enfrentar esta crise de forma
positiva", disse Maciel, lembrando que havia uma desconfiança dos
analistas no início de 2011 em relação à capacidade do governo de cumprir a
meta de superávit primário este ano.
Juros
Túlio
Maciel disse hoje que o volume de juros da dívida do setor público consolidado
este ano tem sido recorde, mês a mês. No acumulado de janeiro a outubro, o
setor público teve despesas de R$ 197,732 bilhões com pagamento de juros, o que
equivale a 5,9% do Produto Interno Bruto (PIB). "É o maior resultado
nominal para o acumulado do ano", disse Maciel.
Em
12 meses, as despesas com juros somam R$ 235,792 bilhões ou 5,87% do PIB.
Maciel disse que o resultado em relação ao PIB não é o maior da série. Entre
janeiro e outubro de 2003, o pagamento de juros correspondia a 8,87% do PIB. No
mesmo ano, em 12 meses encerrados em outubro equivalia a 9,08% do PIB.
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