Hungria
vê "ataque financeiro" após cortes na nota de crédito
A
agência de classificação de risco Moody's rebaixou o rating de crédito da
Hungria para grau especulativo no final da quinta-feira, impondo um golpe às
políticas econômicas não ortodoxas do primeiro-ministro do país, Viktor Orban,
e levando seu governo a classificar o movimento como um ataque financeiro.
O
Ministério da Economia do país disse que o rebaixamento não tem base e que é
parte de uma série de "ataques financeiros contra a Hungria". A
Moody's cortou a nota de crédito soberano da Hungria em um degrau, para
"Ba1", abaixo do grau de investimento, com perspectiva negativa. A
medida foi anunciada apenas horas depois da Standard and Poor's também rebaixar
o país após Budapeste dizer que pedirá ajuda internacional.
A
Moody's citou a crescente incerteza sobre a capacidade da Hungria de cumprir
suas metas fiscais, elevados níveis de dívida e também o que chamou de cada vez
mais restritas perspectivas de crescimento para o médio prazo como as
principais razões por trás do corte do rating, que antes estava em
"Baa3".
"A
Moody's acredita que o impacto combinado desses fatores vai impactar de forma
adversa a força financeira do governo e corroer a capacidade de absorção de
choques", afirmou a agência em comunicado.
O
corte do rating pela Moody's seguiu-se a alertas das três principais agências
de classificação de risco de que as políticas de Orban, que tem evitado medidas
tradicionais de austeridade em favor de passos para impulsionar as receitas,
como taxação especial a bancos e a nacionalização de US$ 14 bilhões em ativos
de pensão privados, poderiam colocar as finanças públicas húngaras em risco.
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