Maksoud
Plaza é arrematado em leilão por lance mínimo
O
Hotel Maksoud Plaza foi arrematado hoje em leilão por R$ 70 milhões, o lance
mínimo. Sem concorrentes, os empresários Fernando Simões e Jussara Elaine
Simões, da empresa Júlio Simões Logística, com sede em Mogi das Cruzes (SP),
deram apenas um lance e levaram o hotel.
Avaliado
em R$ 140 milhões, o Maksoud fica na Bela Vista, região central de São Paulo, e
tem 45 mil metros quadrados. O leilão foi para pagar dívidas trabalhistas do
hotel e da empresa Hidroservice, do mesmo grupo.
Na
terça-feira, o hotel entrou com pedido de cancelamento do leilão no Tribunal
Regional do Trabalho (TRT-SP), alegando que suas dívidas trabalhistas estavam
quitadas. Na quarta-feira, o desembargador Luiz Antonio Moreira Vidigal acolheu
parcialmente o pedido, mantendo o leilão, mas suspendendo todos os seus
efeitos.
Os
Simões entraram hoje mesmo com o pedido de registro de compra no processo de
penhora, em nome da Locon Empreendimentos Ltda. Por enquanto, foram pagos 30%
do valor. Com a decisão do desembargador paulista, de suspender os efeitos do
leilão desta quinta-feira, a Locon vai precisar esperar a decisão definitiva da
Justiça para dispor do imóvel.
Com
o leilão, o protesto será encaminhado ao juízo auxiliar em execução - uma vara
especializada - onde os credores das dívidas trabalhistas poderão se habilitar
o que lhes devem. De acordo com a juíza Ana Carolina Nogueira, a ideia é quitar
as dívidas com os credores o mais rapidamente possível.
Dívidas
- A assessoria do Maksoud diz que o leilão foi decidido por causa de uma dívida
trabalhista liquidada no valor de R$ 326 mil. O TRT afirma que o processo que
levou o hotel ao leilão reúne, além dessa dívida, outras 19 ações de execução
da empresa Hidroservice, somando mais R$ 16 milhões. Ainda há 90 ações em
tramitação contra o hotel - algumas já executadas - e 87 contra a Hidroservice.
O
Maksoud alega que, em setembro, o leilão de um imóvel de seus proprietários
arrecadou R$ 37 milhões, suficientes para pagar as dívidas. O TRT afirma que o
imóvel não foi arrematado à vista e apenas R$ 13,7 milhões foram pagos até
agora.
O
hotel já tinha ido a leilão em 2008. O Fórum Rui Barbosa, mesmo local do leilão
de hoje, também estava lotado na ocasião, mas ninguém havia oferecido nem ao
menos o lance mínimo de R$ 45 milhões.
Procurada,
a direção do hotel não quis comentar a venda de hoje. E o hotel continua
funcionando. As diárias do cinco estrelas custam entre R$ 960 a R$ 16 mil.
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