Copom
reduz Selic em 0,5 ponto percentual e taxa termina o ano em 11% (Notícias
Agência Brasil - ABr)
Em sua
última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central
(BC) promoveu ontem (30) a terceira redução consecutiva de 0,5 ponto percentual
na taxa básica de juros (Selic), que baixou de 11,5% para 11% ao ano. Com isso,
a taxa que remunera os títulos públicos depositados no Serviço Especial de
Liquidação e Custódia, termina o ano próxima aos 10,75% do final de 2010.
De acordo
com nota divulgada há pouco, o Copom justifica que "dando seguimento ao
processo de ajuste das condições monetárias, decidiu por unanimidade, reduzir a
taxa Selic para 11% ao ano, sem viés". Ou seja, não há possibilidade de
revisão da taxa. "O Copom entende que, ao tempestivamente, mitigar os
efeitos vindos de um ambiente global mais restritivo, um ajuste moderado no
nível da taxa básica é consistente com o cenário de convergência da inflação
para a meta em 2012."
No começo
deste ano, o colegiado de diretores do BC retomou o processo de aperto
monetário como forma de combater o aumento da inflação, fenômeno verificado
desde outubro do ano passado. Com isso, o Copom elevou a Selic por cinco
reuniões seguidas até atingir o pico de 12,5%, no dia 20 de julho. O aumento
acumulado do período foi 1,75 ponto percentual.
A partir
do segundo semestre, o comitê entendeu que era hora de afrouxar a política
monetária, uma vez que a deterioração da economia externa - notadamente na
Europa e nos Estados Unidos - contribuía para a redução de pressões
inflacionárias no mercado interno. Mesmo contra críticos do mercado financeiro,
e até de dentro do próprio BC, o Copom aprovou, por 5 a 2, a primeira redução
de 0,5 ponto percentual no final de agosto.
Dosagem
igual foi repetida ao fim da reunião de 18 e 19 de outubro, já com unanimidade
do colegiado, pois o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que serve de
parâmetro para a inflação dava sinais de declínio. O IPCA acumulado em 12
meses, findos em setembro, somava 7,31%. O índice acumulado até outubro caiu
para 6,97%, mais próximo do teto da meta anual de inflação, que é 6,5%.
Depois da
redução acumulada de 1,5 ponto percentual, promovida nas duas últimas reuniões,
a maioria dos analistas financeiros consultados pelo BC acredita na
possibilidade de pelo menos mais duas reduções na taxa Selic, no início de
2012, como reflexo dos últimos pronunciamentos do presidente do BC, Alexandre
Tombini, nos quais ele tem acenado com a possibilidade de "ajustes
moderados".
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