Empresários
aproveitam Encomex para ampliar negócios –
Pequenos
e médios empresários aproveitaram o Encontro de Comércio Exterior (Encomex
Mercosul), em Curitiba, para iniciar contatos com possíveis clientes e trocar
informações sobre exportação. Encerrado nesta sexta-feira (2), com a circulação
de cerca de 1,6 mil pessoas, o evento de dois dias contou com um showroom que
apresentou experiências de sucesso de 24 empresas de pequeno e médio porte que
recentemente iniciaram vendas no mercado externo.
Rudney
Lopes de Vargas, presidente da Alffainox Cozinhas Profissionais, microempresa
de Foz do Iguaçu que há pouco tempo iniciou a exportação para o Paraguai,
surpreendeu-se com os contatos que fez no Encomex. “Conversamos com parceiros
comerciais e possíveis clientes”, disse.
O
encontro foi também elogiado pelo consultor comercial Marcos Gean Vaz, da
Moveleira Paranista, empresa de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de
Curitiba, que produz cadeiras e mesas para restaurantes e o setor de hotelaria.
Vaz afirmou que a empresa está se adequando para exportar em 2012, e estuda
propostas de dentro e de fora do Mercosul. “É a primeira vez que participamos
do Encomex. O nível de contato é muito interessante”.
Um
dos principais focos dos Encomex é o aumento da cultura exportadora brasileira,
com destaque para os setores das micro e pequenas empresas. A secretária de
Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento Econômico e Comércio
Exterior, Tatiana Prazeres, que participou do evento, lembrou que empresas de
menor porte respondem, hoje, por apenas 5% do que o Brasil exporta.
De
acordo com ela, o principal obstáculo dessas empresas é a falta de
conhecimento. “O Encomex vem justamente trazer ferramentas de apoio. Há um
potencial muito grande a ser explorado a partir do engajamento dessas empresas
no exercício exportador”, disse.
Além
da troca de experiências, o evento trouxe palestrantes e especialistas que
discutiram maneiras de ampliar o comércio entre os países do bloco, inovação,
competitividade, câmbio e mecanismos de financiamentos, entre outros assuntos.
“Quem
veio ao Encomex com o objetivo de iniciar ou ampliar efetivamente sua ação de
comércio exterior, saiu com todas as informações necessárias e especialmente,
com a perspectiva de mercado neste momento econômico em que vivemos”, afirmou o
secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros.
AVALIAÇÃO
E PLANEJAMENTO – O evento ocorreu na Universidade Positivo e contou com
palestras, reuniões e debates em que a pauta principal foi a avaliação das duas
décadas de experiência do Mercosul e o planejamento dos próximos 20 anos do
bloco econômico.
A
programação incluiu paineis com a participação de ministros dos países membros
do bloco econômico e de outras autoridades. O evento ainda teve estandes
institucionais voltados para os empresários que atuam no bloco comercial e um
balcão de atendimento com técnicos do Ministério para solução de dúvidas e
pendências relacionadas ao comércio exterior.
PARCEIROS
– O evento foi promovido pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do
Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, junto com o
Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da
República e Secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do
Mercosul.
BNDES diz que não há escassez de linha de
exportação
presidente
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano
Coutinho, afirmou hoje que, apesar do agravamento da crise internacional, principalmente
na Europa, as empresas brasileiras não estão sofrendo efeitos negativos para
realizar operações de comércio exterior. "Ainda não parece que existem
escassez de linhas (de financiamento externo) e os bancos brasileiros estão
mantendo linhas de exportação de maneira satisfatória", comentou antes de
participar de reunião realizada pela CNI, na capital paulista.
Sobre
as medidas anunciadas ontem pelo governo brasileiro para estimular o consumo,
facilitar o crédito e reativar o nível de atividade do País, Coutinho fez uma
avaliação positiva. "São medidas importantes para assegurar o crescimento
da economia brasileira."
O
presidente do BNDES não quis, entretanto, fazer uma previsão de quanto o País
deve crescer em 2012, pois, segundo ele, "isso depende de muitas variáveis
externas".
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