Receita
Federal não deve promover novo Refis (Notícias Agência Brasil - ABr)
A
Receita Federal descarta novos programas de recuperação fiscal (Refis). Pelos
menos, se depender do secretário Carlos Alberto Barreto, essa prática chegou ao
fim e o chamado Refis da Crise foi o último. O Refis permite ao contribuinte
renegociar imposto atrasados com o Fisco, mas muitas vezes acaba beneficiando
apenas grandes contribuintes.
"Na
verdade, acabou de haver a consolidação de um parcelamento generoso [Refis da
Crise], que contemplou àquelas empresas afetadas pela crise de 2008. Houve uma
adesão grande, embora inferior ao esperado pela Receita Federal", disse
Barreto.
Segundo
ele, mesmo com o programa, não houve a adesão esperada, o que indicaria, que
parte dessas empresas puderam resolver seus problemas de caixa sem necessidade
de refinanciar a dívida com os impostos ou na expectativa de outros
parcelamentos.
O
secretário também disse que o prazo de 60 meses concedidos para parcelar os
impostos devidos é mais do que suficiente para atender às necessidades das
empresas. "E hoje a administração tributária tem mecanismo para atribuir o
parcelamento, empresa a empresa conforme o nível de dificuldade que ela
apresenta", informou. Esses mecanismos, disse, permitem separar as
empresas em dificuldade das que estão em plena saúde financeira.
Atualmente,
existem novos programas de recuperação fiscal em tramitação no Congresso Nacional.
Barreto concorda que o legislativo é independente, mas destaca que se depender
do governo, os programas de refinanciamento de débitos chegaram ao fim.
Na avaliação do secretário, a perspectiva de
constantes mudanças e parcelamentos acabam gerando novas inadimplências e
solicitações de novos parcelamentos. "Esse ciclo o governo pretende
estancar. Parcelamento só para quem estiver precisando e no prazo de 60 meses.
A bancada do governo no Congresso Nacional lutará para prevalecerem os
interesses do país e do Estado".
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