Bancários
entram em greve no dia 19
DGABC
Os
funcionários dos bancos aprovaram em assembleia a greve a partir da
quinta-feira. Hoje, o Sindicato dos Bancários do Grande ABC atrasará a abertura
das agências do Centro de Santo André em uma hora. Os bancários, na sede da
entidade, rejeitaram, por meio de votação, a proposta da Fenaban (Federação
Nacional de Bancos) de reajuste salarial de 6,1%. “Com isso, foi aprovada a
instituição da greve, por tempo indeterminado, a partir do dia 19”, disse o
presidente do sindicato dos bancários, Eric Nilson.
A
categoria tem, aproximadamente, 7.300 trabalhadores no Grande ABC, espalhados
em 450 agências. Na pauta da campanha salarial deste ano está o pedido de
reajuste salarial de 6,6%, como correção referente à inflação, mais 5% de
expansão real, o que aumenta o poder de compra, totalizando 11,93%. Também está
em discussão a PLR (Participação nos Lucros e Resultados), cuja proposta dos
bancos é a manutenção do valor de 2012 com reajuste de 6,1% referente à
inflação.
“Até
o dia 18 vamos percorrer as ruas das agências da região, com o caminhão de som,
informando os trabalhadores e a população”, garantiu Nilson. Para dia 19,
quinta, está marcada a greve.
ENCOMENDAS
Quem
desejar mandar ou receber uma correspondência, é possível que encontrará
dificuldades. O diretor regional do Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da
empresa Brasileira de Correios e Telégrafos da Grande São Paulo), José Luiz de
Oliveira, garantiu que a greve, iniciada às 22h de quarta-feira, seria mantida
hoje. A continuidade do movimento, no entanto, dependerá de novas assembleias.
Em reunião que encerrou por volta das 22h de ontem, a ECT (Empresa Brasileira
de Correios e Telégrafos) apresentou à Fentect (Federação nacional dos Trabalhadores
das Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) oferta de incremento de 8%
nos salários, contanto que a greve fosse suspensa a partir de hoje, quando os
trabalhadores analisarão as propostas.
A
categoria briga por reajuste de 12,8%. Esse percentual considera inflação de
6,8% e 6% de aumento real. Porém, os Correios ofereciam apenas 5,27%, o que
motivou a paralisação.
Oliveira
calculou que 90% dos trabalhadores da área operacional, responsáveis pelo
transporte das encomendas, cruzaram os braços. As agências abriram, porém
correspondências em trânsito não foram entregues aos destinatários, como também
aquelas postadas entre quarta-feira e ontem. Por sua vez, os Correios
garantiram que operaram “com normalidade em todo o Brasil”, por nota, mas a
empresa entrou em contradição afirmando que os serviços de entrega de
encomendas com hora marcada e do Disque Coleta não estavam disponíveis e que
“algumas entregas – como por exemplo a de telegramas – podem ter atraso”.
Como
forma de mostrar à sociedade o descontentamento com o reajuste oferecido pela
ECT, cerca de 250 funcionários bloquearam, na tarde de ontem, uma das faixas da
Avenida Paulista, na Capital.
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