Bovespa
fecha em alta de mais de 3%, sob influência de OGX e China
O
principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve a maior alta
diária em mais de 13 meses nesta segunda-feira (2), levantado pelos papéis da
petroleira OGX, que avançaram mais de 30%, e por dados fortes sobre a atividade
industrial da China.
O
pregão desta segunda marcou o início de nova carteira do índice, válida até 3
de janeiro de 2014 e que contou com a adição das ações das empresas de educação
Kroton e Anhanguera.
Após
terem despencado 40% na sexta-feira, para sua mínima histórica a R$ 0,30, as
ações da OGX, empresa de petróleo do grupo EBX, lideraram as altas do dia, com
valorização de 33%.
Nas
últimas sessões, a ação da OGX foi derrubada pela notícia de que Eike Batista,
controlador da EBX, estaria negociando a conversão da dívida da OGX em
participação acionária na companhia, o que diluiria os demais acionistas.
O
aumento do peso da OGX no Ibovespa em relação à carteira diária da sessão
anterior pautou o movimento. "A partir de agora, com (cerca de) 4,3% de
peso no Ibovespa, qualquer variação no preço do papel terá um reflexo razoável
no índice, e, nesses níveis, é de se imaginar que os movimentos serão
severos", disse a mesa de operações do Credit Suisse.
Os
papéis preferenciais da blue chip Vale também levantaram o índice. A alta, no
entanto, foi generalizada: das 73 ações que compõem o Ibovespa, apenas 6
caíram.
O
mercado repercutia nesta segunda dados sugerindo que a China, grande parceira
comercial do Brasil, pode ter evitado desaceleração. Mais cedo, a pesquisa
Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou que atividade
industrial chinesa cresceu pela primeira vez em quatro meses em agosto, à
medidaque a demanda doméstica se recuperou.
O
PMI oficial do país já havia apontado no fim de semana que a atividade chinesa
se expandiu no ritmo mais rápido em mais de um ano em agosto, com salto em
novas encomendas.
Colaborava
ainda para o clima mais positivo o adiamento de
um possível ataque dos EUA à Síria, após o presidente norte-americano,
Barack Obama, ter afirmado no sábado que buscará a aprovação do Congresso do
país antes de adotar uma ação militar contra alvos do governo sírio, o que deve
atrasar um possível ataque.
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