Alckmin
defende reforma ampla do ICMS (Notícias Agência Brasil - ABr)
O governador
de São Paulo, Geraldo Alckmin, reafirmou ontem (5), na Comissão Especial sobre
ICMS e Comércio Eletrônico da Câmara dos Deputados, que é favorável a ampla
reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), e não
apenas a mudança pontual, como sugere a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)
197/12, que se restringe à cobrança do imposto nas vendas pela internet.
De acordo com
a PEC 197, de autoria do senador Delcídio Amaral (PT-MS), quando um produto for
vendido a um consumidor de outro estado, o resultado da arrecadação será
dividido entre os estados de origem e de destino da mercadoria. O governador
paulista rechaça a fórmula e diz que "não faz sentido aprovar apenas um
item, o do comércio eletrônico, muito aquém da reforma que se pretende".
Em audiência
pública, Alckmin disse que a PEC 197, como está, causaria uma perda de
arrecadação estimada em R$ 2,2 bilhões no primeiro ano de vigência da nova
regra de cobrança e distribuição do ICMS originado do comércio virtual. Ele
argumentou que "São Paulo perde mais, porque concentra um terço do
mercado, mas outros estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais também terão
prejuízos".
O governador
lembrou que "a Constituição consagra a tributação na origem, mas se é para
mudar, façamos então uma reforma tributária ampla, a ser implantada de forma
escalonada, pois não faz sentido qualquer mudança sem transitoriedade. Não é
razoável que se faça uma mudança repentina nessa área, sem considerar o
respeito federativo". Segundo ele, a alteração proposta será muito difícil
para estados e municípios, que certamente terão problemas fiscais.
Terminada a
audiência, o relator da PEC 197, deputado Márcio Macêdo (PT-SE), informou que
pretende concluir o relatório até o próximo dia 13, de modo a que o texto possa
ser votado pela comissão especial na semana que vem.
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