Aumento de multa para quem emprega menor
ilegalmente tem parecer favorável (Notícias Agência Câmara)
Projeto fixa
multa em R$ 1 mil, com correção pelo INPC, e acaba com o limite para o valor
total por empresa autuada.
Aumentar a
multa para quem usa trabalho infantil ou não respeita os direitos dos
adolescentes em idade para trabalhar, como fazer corretamente as anotações na
sua carteira de trabalho. Esta é a ideia de um projeto de lei (PL nº 6.257/13)
que está para ser votado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço
Público da Câmara.
Atualmente, a
lei proíbe o trabalho para crianças com menos de 16 anos. Só tem uma exceção:
de 14 a 16 anos, os adolescentes podem ser contratados como aprendizes.
Quem não
cumpre isso, pode ser multado no valor de um salário mínimo regional, por
criança ou adolescente que esteja trabalhando irregularmente.
Só que por
mais que o empregador tenha crianças e adolescentes em situação irregular, ele
vai pagar no máximo uma multa de cinco salários mínimos.
A proposta que
tramita na Câmara aumenta a multa por criança ou adolescente irregular para R$
1 mil. O valor foi fixado pela autora, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), tendo
como referência o mês anterior à apresentação do projeto, agosto de 2013,
devendo ser corrigido anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC). Segundo o texto do projeto, essa correção deve ser feita já no mês
anterior à entrada em vigor da nova regra, caso o projeto seja aprovado.
Fim do teto
Outra mudança
feita pela proposição é a retirada do limite de cinco salários mínimos para a
multa. Ou seja, se a empresa autuada tiver 20 meninos e meninas trabalhando
ilegalmente, vai pagar 20 mil reais. E assim por diante.
A relatora,
deputada Andrea Zito (PSDB-RJ), explica por que apresentou parecer favorável
proposta: "Muitas vezes os comércios, as empresas, acabam se aproveitando
da juventude, dos adolescentes, colocam para trabalhar, com um valor menor.
Então o projeto é uma forma de frear isso."
Vale destacar
que, apesar de proibido, quase 900 mil crianças de 5 a 14 anos já estavam no
mercado de trabalho em 2012, segundo o IBGE. Adolescentes de 15 a 17 anos
somavam mais de 2,5 milhões, mas nem um em cada quatro estava com a carteira
assinada, como manda a lei.
Tramitação
A proposta,
que tramita em caráter conclusivo, precisa ser aprovada em duas comissões da
Câmara (de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania) antes de ser avaliada no Senado.
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